''Eu tenho meus motivos pra ser exatamente do jeito que eu sou, acredite.''

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Por que Joãozinho não aprende a ler


‘Por que Joãozinho não aprende a ler’
Editorial 15/06/2010
*João Batista Araujo e Oliveira

     O título deste artigo reproduz o de um livro publicado em 1953 e que provocou intenso debate sobre métodos de alfabetização. A polêmica durou até o final do século, quando o assunto foi  definitivamente resolvido. No resto do mundo, não no Brasil. Uma análise das 19 cartilhas de alfabetização aprovadas pelo Ministério da Educação (MEC) em 2009, e que estão em  uso na maioria das escolas públicas, revela a razão. Neste artigo, comentamos apenas alguns aspectos dessa análise.
     Comecemos pela bibliografia citada pelos autores. Bibliografia reflete as orientações usadas. Dentre as 265 referências bibliográficas citadas nas 19 cartilhas, apenas cinco se referem a estudos especificamente voltados para os aspectos centrais da alfabetização, isto é, o funcionamento do código alfabético. Nas cinco, dois autores são os mais citados. Trata-se dos mesmos que o MEC vem mencionando desde que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) entronizaram as ideias ultrapassadas e equivocadas que continuam desorientando os professores em todo o País. Cabe notar que, nessas 265 citações, não há referência alguma a nenhum dos artigos mais citados nos índices de publicações científicas internacionais sobre alfabetização ou nos documentos oficiais dos demais países que utilizam o código alfabético.
     Em matéria de pedagogia, não é só o MEC que está na contra-mão dos progressos da ciência: alguns governos estaduais e municipais, que continuam produzindo suas próprias cartilhas, o fazem com base nos mesmos pressupostos equivocados.
     Outro aspecto da análise se refere ao descumprimento sistemático dos termos de referência do edital do Programa Nacional do Livro Didático. Por insistência pessoal do ministro Fernando Haddad, que enfrentou ruidosamente suas resistências internas e externas, o edital introduziu dois requisitos: a apresentação adequada dos fonemas e grafemas – base de qualquer processo de alfabetização – e atividades próprias para desenvolver fluência de leitura. Esses dois requisitos não foram observados de forma minimamente adequada em nenhuma das cartilhas aprovadas. O prejuízo pedagógico é óbvio. Cabe ao Tribunal de Contas da União (TCU) decidir se isso constitui delito de improbidade administrativa por parte de quem deu e quem aceitou os pareceres sobre essas cartilhas.
     Cartilhas elaboradas com base em pressupostos equivocados não ajudam as crianças a aprender a ler e escrever. Mas qual é, de fato, o objetivo das cartilhas aprovadas? De acordo com seus autores, o importante é promover o letramento, os usos sociais da língua, a intertextualidade, as múltiplas linguagens, a produção textual e outros pomposos desiderados. O domínio do código alfabético que se dane! Ou que se danem os alunos, como atestam os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e as pesquisas sobre a capacidade de leitura dos brasileiros.
    Na prática, o que acontece com as cartilhas é o mesmo que ocorre com os livros didáticos, especialmente os de Língua Portuguesa – um samba de crioulo doido. Nas primeiras páginas das cartilhas, por exemplo, o aluno é convidado a escolher quais palavras do texto (que ele não sabe ler) indicam frutas. Ou é convidado a “escrever do seu jeito” o nome das ilustrações. Ou a combinar sílabas, cuja leitura não lhe foi ensinada, para formar palavras. Ou a identificar, “usando pistas contextuais”, qual de três frases completa um texto. Ou seja, tudo se passa como se a criança fosse um novo Champolion desafiado a decifrar a Pedra de Roseta. Ou a “formular hipóteses” sobre o valor fonológico dos grafemas. Se as pessoas fossem capazes de formular hipóteses pela mera exposição aos textos, como explicar a existência de analfabetos adultos numa sociedade urbana e letrada?
     Nos países desenvolvidos, a questão dos métodos de alfabetização deixou de ser alvo de debates há pelo menos duas décadas, graças aos avanços das neurociências e às contundentes evidências a respeito da superioridade dos métodos fônicos. Os últimos redutos de resistência nos Estados Unidos acabam de ruir com a edição das novas orientações curriculares, nas últimas semanas.
     Eis o que diz um dos mais importantes neurocientistas da atualidade, Stanislas Dehaene, na sua obra Os Neurônios da Leitura: “A conversão grafema-fonema é uma invenção única na história da escrita, que transforma radicalmente o cérebro da criança e sua maneira de ouvir os sons da língua. Ela não se manifesta espontaneamente, portanto, é preciso ensinar.” Quanto à forma de ensinar, a ciência experimental demonstra que para alfabetizar bem pe necessário apresentar os fonemas e grafemas de forma seqüencial, intencional e sistemática. Essa é a função das cartilhas. O tema foi inclusive objeto de relatório de recomendações recentes da Academia Brasileira de Ciências, mas continua ignorado pelo establishment educacional.
     Ignorar os avanços da neurociência e as evidências experimentais acumuladas sobre métodos de alfabetização não significa apenas defender uma posição ideológica a respeito da alfabetização: significa rejeitar a ideia de que a ciência pode contribuir para melhorar o ensino. Ou seja, pedagogia, como bruxaria, dispensa a ciência. Valem apenas as crenças e o poder de pressão das corporações. E é isso que fazem as universidades, no Brasil, e as autoridades responsáveis pela educação na maioria de nossas redes de ensino.
     Não sabemos o que o TCU e o MEC farão para correr atrás do prejuízo. Mas sabemos quais são os resultados dessa política: no 5º. ano do ensino fundamental, metade das crianças não consegue entender o que lê. E agora sabemos por que Joãozinho não aprende a ler, no Brasil.
*Presidente do Instituto Alfa e Beto.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O direito de buscar a felicidade



     (...) A felicidade para você, pode ser uma vida casta; para outro, pode ser um casamento monogâmico; para outro ainda, pode ser uma orgia promíscua.
     Para você, buscar a felicidade consiste em exercer uma rigorosa disciplina do corpo; para outros, é comilança e ociosidade. Alguns procuram o agito da vida urbana, e outros, o silêncio do deserto. Há os que querem simplicidade e os que preferem o luxo. Buscar a felicidade, para alguns, significa servir a grandes ideais ou a um deus; para outros, permitir-se os prazeres mais efêmeros(...)*
     Eudaimonía: felicidade.
Ela não consiste, segundo Demócrito, nos bens externos.
O homem justo é feliz. E a melhor vida é a mais feliz (Platão).
A felicidade é o supremo bem prático para os homens. Consiste na contemplação intelectual(Aristoteles).
No estoicismo a felicidade resulta da vida harmoniosa, contudo não é um fim (telos), mas um estado concomitante (Seneca)


Gosto da iniciativa da Declaração de Independência dos EUA porque coloca a busca da felicidade como um direito do cidadão.

Também procuro minha versão da felicidade, mas desde que não impeça a procura da felicidade dos outros. Para Nietzsche Eis A Fórmula Da felicidade: Um Sim, Um Não, Uma Linha Reta, Uma Meta...
     Já para Sartre: A felicidade não está em fazer o que a gente quer e sim em querer o que a gente faz.
O conceito de Felicidade em Espinosa: O caminho para se alcançar uma vida feliz implica necessariamente no aperfeiçoamento das emoções. Há muitas paixões que diminuem o nosso conatus. E outras, por outro lado, o aumentam. A libertação das paixões escravizadoras se encontra na substituição dessas paixões, assegurando assim a independência e a serenidade ante as adversidades do meio.

     O que me faria feliz (receber os amigos em casa até altas horas) com certeza não bate com a ideia de felicidade de meu vizinho que gosta de paz e sossego. Por isso não posso exigir que para eu ser feliz, todos procurem a mesma felicidade que eu busco.
     Imagine que para ser feliz todos tem que ser felizes do jeito que você gosta, você estará desprezando a busca da felicidade do outro, assim como o bandido, o estuprador desprezam ......
     A minha felicidade também existe no âmbito da contravenção (como dirigir com os vidros abertos a 160 km..)
     O governo oferece isenção fiscal as igrejas, às quais muitos procuram a felicidade. Mas não deveriam estender esse benefício às escolas de dança de salão ou os clubes sadomasoquistas que também são significativos na busca da felicidade de vários cidadãos?
     Deveria o governo favorecer somente a ideia de felicidade compartilhada pela maioria? Ou deve apoiar a felicidade que teria uma mais “nobre” inspiração moral?
     Antes de responder considere: Os governos totalitários (laicos ou religiosos) sempre “sabem” qual é a felicidade “certa” para seus sujeitos. Juram que eles querem o bem dos cidadãos e garantem a felicidade como um direito social. Claro é a nossa felicidade para todos. É isso que você quer?
 Pensem nisso.... Um ótimo final de semana a todos!! 
Beijos... Tânia.

*Contardo Calligaris
    

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sem esperança

LUIZ FELIPE PONDÉ
Sem esperança

Pergunto-me por que não proíbem professores de pregar o marxismo e toda a bobagem de luta de classes



RESPONDO ASSIM, de bate-pronto, a um aluno: "Não, não tenho nenhum ideal". Silêncio. Talvez um pouco de mal-estar. Todos ali esperavam uma resposta diferente porque todo mundo legal tem um ideal.
Eu não tenho. É assim? Confesso, não sou legal, nem quero ser. Duvido de quem é legal e que tem um ideal. Esperança? Tampouco. E suspeito de quem queira me dar uma.
De novo respondo assim, de bate-pronto, a outro aluno: "Não, não quero mudar o mundo, nem mudar o homem, muito menos a mulher, a mulher, então, está perfeita como é, se mudar, atrapalha, gosto dela assim, carente, instável, infernal, de batom vermelho e de saia justa".
Mentira, esta última parte eu acrescentei agora, mas devia ter dito isso também. Outro silêncio. Talvez, de novo, um pouco de mal-estar. Espero que falhem todas as tentativas de mudar o homem.
Não saio para jantar com gente que quer mudar o mundo e que tem ideais. Prefiro as que perdem a hora no dia que decidiram salvar o mundo ou as que trocam seus ideais por um carro novo. Ou as que choram todo dia à noite na cama.
Tenho amigos que padecem desse vício de ter ideais e quererem salvar o mundo, mas você sabe como são essas coisas, amigo é amigo, e a gente deve aceitar como ele (ou ela) é, ou não é amizade.
Perguntam-me, estupefatos: "Mas você é professor, filósofo, escritor, intelectual, colunista da Folha, como pode não ter ideal algum ou não querer mudar o mundo?".
Penso um minuto e respondo: "Acordo de manhã e fico feliz porque sou isso tudo, gosto do que faço, espero poder fazer o que faço até o dia da minha morte".
Perguntam-me, de novo, mais estupefatos: "Mas você está envolvido no debate público! Pra quê, se você não quer mudar o mundo?".
Sou obrigado a pensar de novo, outro minuto (afinal, são perguntas difíceis), e respondo: "Participo do debate público pra atrapalhar a vida de quem quer mudar o mundo ou de quem tem ideais".
Os intelectuais e os professores pegaram uma mania de ser pregadores, e isso é uma lástima. Inclusive porque são pessoas que leem pouco e que são muito vaidosas, e da vaidade nunca sai coisa que preste (com exceção da mulher, para quem a vaidade é como uma segunda pele, que lhe cai bem).
O que você faria se algum professor pregasse o evangelho ao seu filho na faculdade? Provavelmente você lançaria mão de argumentos do tipo que os intelectuais lançam contra o ensino religioso: "O Estado é laico e blá-blá-blá... porque a liberdade de pensamento blá-blá-blá...". Se for para proibir Jesus, por que não proibir qualquer pregação?
Pergunto-me por que não proíbem professores de pregar o marxismo em sala de aula e toda aquela bobagem de luta de classes e sociedade sem lógica do capital? Isso não passa de uma crendice, assim como velhas senhoras creem em olho gordo.
Nas faculdades (e me refiro a grandes faculdades, não a bibocas que existem aos montes por aí), torturam-se alunos todos os dias com pregações vazias como essas, que apenas atrapalham a formação deles, fazendo-os crer que, de fato, "haverá outro mundo quando o McDonald"s fechar e o mundo inteiro ficar igual a Cuba".
Esses "pastores da fé socialista" aproveitam a invenção dessa bobagem de que jovem tem que mudar o mundo para pregarem suas taras. Normalmente, a vontade de mudar o mundo no jovem é causada apenas pela raiva que ele tem de ter que arrumar o quarto.
E suspeito que, assim como fanáticos religiosos leem só um livro, esses pregadores também só leem um livro e o deles começa assim: "No princípio era Marx, e Marx se fez carne e habitou entre nós...".
Reconhece-se uma pregação evangélica quando se ouve frases como: "Aleluia, irmão!". Reconhece-se uma pregação marxista quando se ouve frases como: "É necessário destruir o mundo do capital e criar uma sociedade mais justa onde o verdadeiro homem surgirá"."
Pergunto, confesso, com sono: "E quem vai criar essa sociedade mais justa?". Provavelmente o pregador em questão pensa que ele próprio e os seus amigos devem criar essa nova sociedade.
Mentirosos, deveriam ser tratados como pastores que vendem Jesus e aceitam cartão Visa.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Heloisa

LUIZ FELIPE PONDÉ
Heloisa

Um dos males da época brega em que vivemos hoje é achar que todo mundo seja capaz de amar



MUITAS LEITORAS me perguntam se acredito no amor romântico. Sim, e vou dizer como. Adianto uma diferença: uma coisa é o amor no sentido do que dá "liga" no convívio de longa duração e outra coisa é o amor romântico (pathos), e os dois não são "parentes".
O amor no sentido de "liga" é cristão: doação, esforço cotidiano, construção de vínculos. O amor romântico é da ordem da tragédia.
Não farei uso de nenhuma pretensa sociologia do amor ou história do beijo. Essa afetação científica não me interessa. A minha descrença nas ciências humanas está além da possibilidade de cura. Parafraseando Pascal (séc. XVII), quando se refere a Descartes (séc. XVII): acho as ciências humanas incertas e inúteis.
Tampouco sofro da afetação das neurociências. Aqui, o amor seria apenas uma sopa com mais ou menos serotonina. Pouco me importa qual lado do cérebro acende quando amo. Ambas nos levariam a conclusões do tipo: o amor romântico seria uma invenção a serviço da ideologia burguesa e patriarcal ou alguma miserável conjunção de neurônios, como num tipo de demência senil.
Falo como medieval extemporâneo que sou. Acho a literatura medieval melhor para falar do amor romântico (como achava o mexicano Otavio Paz). Em matéria de ser humano, confio mais nos medievais do que nos homens modernos.
Segundo André Capelão (séc. XII) em seu "Tratado do Amor Cortês", o amor é uma doença que acomete o pensamento de uma pessoa e a torna obcecada por outra pessoa, criando um vício incontrolável que busca penetrar em todos os mistérios da pessoa amada: suas formas, seu corpo, seus hábitos.
Trata-se de um anseio desmedido, uma visão perturbada que invade o coração dos infelizes. Tornam-se ineficazes e dispersos. Esses infelizes deliram em abraçar, conversar, beijar e deitar-se com o ser amado, mas jamais conseguem fazê-lo plenamente (por várias razões), e essa impossibilidade é essencial na dinâmica do desejo perturbado. Corpo e alma estremecem anunciando a febre da distância.
O amor romântico é uma doença. Nada tem a ver com felicidade. Por isso sua tendência a destruir o cotidiano, estremecendo-o.
Ou o cotidiano o submeterá ao serviço das instituições sociais como família, casamento e herança patrimonial, matando-o.
Por isso, os medievais diziam que o amor não sobrevive ao cotidiano. O cotidiano respira banalidade e aspira à segurança (irmã gêmea da monotonia, mas que a teme ferozmente), e a paixão se move em sobressaltos e abismos. Uma pessoa afetada pela paixão não pensa bem.
Nem todo mundo sofrerá da "maldição de amor", como diziam os medievais. Muita gente morre sem saber o que é essa doença.
Um dos males da época brega em que vivemos é achar que todo mundo seja capaz de amar como se este fora um direito do cidadão. Com a idade e o estrago que o cotidiano faz sobre nossas vidas e suas demandas de acomodação dos afetos (e a instrumentalização a serviço do sucesso material), a tendência é nos tornarmos imunes ao "vírus".
O século XII conheceu a triste história do filósofo Abelardo e sua amada Heloisa. As semelhanças dessa história com os contos de amor cortês como Tristão e Isolda ou Lancelot e Guinevere é grande. Nesses contos, há sempre um impeditivo ético à paixão.
Um dos amantes é sempre casado com alguém virtuoso ou um porá em risco a vida do outro devido ao ódio ou a inveja de um terceiro (por isso, se forem virtuosos, devem abrir mão do amor). O desejo se despedaça contra o fogo da virtude, mas não morre, apenas arde em agonia.
Daí a grande sacada dos medievais: quando desejo e virtude se contrapõe, a "maldição de amor" assalta a alma. Sentir-se pecador (e por isso não merecedor da beleza do amor) destrói a alegria, atiça o desejo e piora a doença. A melhor rota é fugir do amor, porque uma vez ele instalado, a regra é a dor.
Abelardo morreu castrado pelo tio da Heloisa. Ela, triste, foi trancada num convento. Na idade média, a Igreja recebeu muitas mulheres desesperadas, vítimas dessa doença, muitas vezes, fatal. Como diz o livro Cântico dos Cânticos na Bíblia, texto inspirador da literatura cortês: "Não despertem o amor de seu sono..., pois ele é um inferno".

domingo, 6 de junho de 2010

Um Homem Sério, A vida Íntima de Pippa Lee.


Hoje reservei o domingo para assistir a alguns filmes que estavam reservados na estante, “ Um Homem sério” e “ Vida Íntima de Pippa Lee”. 


O primeiro dos irmãos Cohen confesso que me decepcionou, apesar das críticas favoráveis, o filme deveria se chamar “Um homem idiota”, como pode alguém passar por tantos desagravos na vida e seguir como se não fosse com ele, (o maior de todos é ter que pagar o funeral do amante da esposa), sem falar no final, sem sentido algum. 


O filme “A Vida Intima de Pippa Lee” fala de superação, de culpa, de dependência, não necessariamente nessa ordem. Pippa desde pequena vive sob a proteção de uma mãe dependente de tranqüilizantes, depois vai morar com uma tia (que descobre ser lésbica), e vive por um tempo com alguns hippies na época do “paz e amor”, até que conhece seu marido em uma festa de artistas e intelectuais.


A vida dá a Pippa uma chance de se reapaixonar, quando conhece o filho de uma vizinha, na mesma época em que descobre que seu marido mantém um caso com sua amiga. Pippa percebe que anulou sua vida após o casamento, mas se sente livre após descobrir a traição.


É interessante acompanhar Pippa nessa trajetória de autoconhecimento, de superação e até mesmo de uma nova oportunidade de vida.
Dica: Não percam tempo com Um Homem Sério”, mas dêem uma chance para “A vida Intina de Pipa Lee”, e boa diversão.
Uma ótima semana a todos!!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dia feliz!!!

     Hoje meu filhote faz 19 anos... agradeço a Deus por ter me dado um filho tão bom, sei que tenho grande parte por tê-lo educado bem (e o pai também).
     Aproveitei a manhã de folga (que tenho mais uma semaninha...snif....) para colocar em ordem os albúns de fotos... e bateu a saudade dos que já partiram, dos que estão ausentes e até dos sempre presentes...rs. Brinquei com  minhas amigas que iria tirar uma licença do trabalho para ser "mãe"... e de certa forma estou conseguindo...
    Esta foto ele tinha 2 meses, juro que achei que iria ficar com os olhos azuis do avô paterno, mas ficaram castanhos.

      As do seu primeiro aninho não tenho scaneada, mas ele já dançava e corria na festa...rs. A partir do segundo ano ele já dividia a atenção ( e as fotos...) com a irmã. 






     Hoje o vendo crescido, sinto por ter perdido tantos momentos, apesar que também tivemos muitos momentos bons juntos. Mas quando escuto seus amigos falando do Anderson como engraçado, piadista, palhaço... sinto que é uma parte que não conheço tanto quanto gostaria. Talvez minha postura de "mãe-má", o iniba de ser tão expontâneo comigo, agora que está na faculdade, mais maduro, talvez ache que possa falar em tom de "igualdade" com sua mãe...rs

     Na noite anterior que foi tirada essa foto, foi a mais angustiante de minha vida, era 30 de dezembro, desci alguns dias antes para o litoral e ele desceria após o trabalho, me ligou as 17 dizendo que já estava dentro do ônibus e chegaria por volta das 18:30, fiquei esperando no ponto e nada dele chegar, as 21 meu desespero já era enorme, ele com o celular sem bateria, resumindo, chegou às 23 horas, pois a Anchieta e Imigrantes estavam intransitável, nunca passei um medo tão grande em minha vida, quando o vi descendo do ônibus (bravo e com fome...rs) foi um imenso alívio.
     Hoje está "quase" um homem, quando refiro-me aos meus filhos digo... "as crianças...", talvez para alguns pais seja assim, os filhos nunca crescem, é dificil aceitar que eles não precisam mais de nós... mas mesmo assim, estarei sempre aqui... é só gritar... MANHÊÊÊÊ!!!.....


     Filhote... obrigada por ser esse filho maravilhoso, que Deus o proteja sempre e saiba que TE AMO MUITO!!! e necessito de você em minha vida...



domingo, 16 de maio de 2010

Virada Cultural 2010

     Definitivamente São Paulo é a Capital da Cultura. O candidado a presidente José Serra disse que irá ampliar a Virada Cultural para todo o país, mas nenhuma se equipará ao de Sampa...


No sábado assisti a peça O Rei e Eu portanto não participei da abertura da Virada, comecei pela manhã de domingo já tomando o "Trem das Onze"  (na verdade às 10...rs) embarcamos na Estação da 
Luz e desembarcamos no Braz, onde assistimos a uma peça teatral contando um pouco da vida de Adoniran e de sua saudosa maloca.... no mesmo trem, retornamos a estação da Luz.
     Assistimos a apresentação de um grupo de Chorinho...  
Depois seguimos até a Praça Júlio Prestes ond estava se apresentando um grupo de teatro mambembe com uma história contemporânea sobre Dom Quixote, tanto que Dulcinéia era chamada Dulcinéia de São Paulo.
Como estava muito sol, deixei a Symone com as crianças vendo o espetáculo de Dom Quixote e fui até o Memorial da Resistência, já que não me interessei muito pelo peça.

























Sempre quiz conhecer esse memorial, estranho estar no mesmo local em que homens e mulheres foram presos e torturados, alguns até a morte, há uma sala em que ainda existem as marcas que eles deixaram nas paredes com seus nomes e datas em que lá permaneceram... 
Após essa experiência voltamos até a Pinacoteca onde vimos a exposição de Portinari.

Queria ver o show do ABBA, mas estava lotado, então permanecemos na Luz e assistimos a apresentação da OSESP, maravilhosa como sempre.
   





     Depois de um longo e cultural domingo, e com poucas opções gastronomicas no local... rs nos dirigimos ao tradicional Sujinho, onde terminamos nosso maravilhoso domingo!




sábado, 15 de maio de 2010

O Rei e Eu




 O musical "O Rei e Eu", conquista pela produção primorosa, onde conta a história de uma viúva inglesa que resolve ser professora dos filhos do Rei do Sião (Tailândia), onde primeiramente entra em choque com a cultura e com o modo de vida do rei e o mesmo com o modo de viver (feminista) de Ana, pois para ele mulher é para servir. Entre dialógos engraçados a peça é leve divertida. E num final de semana onde ainda tem Virada Cultural, dificil escolher entre tantas opções, uma melhor que a outra.
 
Fica ai mais essa dica, mas apressem-se, O Rei e Eu fica em cartaz somente até dia 30 de maio.
 
Beijos a todos ! E boa Virada!!!

domingo, 9 de maio de 2010

Homenagem às Mães "Más"

Esta é uma homenagem a mim e a outras mães que como eu somos "mães más", não más no pleno sentido, mas más de dizer não ao seu filho por saber que é o melhor para ele, de saber impor limites. Não é uma missão fácil, mas é compensadora você ver que seus filhos estão no caminho do bem e da ética. Espero que existam mais "mães más" para que possamos ter um futuro melhor, pois o presente é assustador... FELIZ DIA DAS MÃES!!!!!

                        Foto tirada em Marilia 2000, eram pequenos... hoje me ultrapassaram.... rs


MÃES MÁS

Dr. Carlos Hecktheuer-
Médico Psiquiatra.

Um dia quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:

- Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão e a que horas regressarão.

Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubesses que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu os amei suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono:”Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar”.

Eu os amei suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso ( e em momentos até odiaram).

Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também!

E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:

“Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...”.

-As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas.

-As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.

Ela nos obrigava a jantar a mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.

Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e “fuçava” nos nossos e-mails).Era uma prisão.

Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.

Insistia que lhe dissemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela “violava as leis do trabalho infantil”.

Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis.

Eu acho que ela nem dormia a noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.

Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.

E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos.A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos , tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.

Enquanto todos podiam voltar tarde à noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para
saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).

Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência.
Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por qualquer crime.

FOI TUDO POR CAUSA DELA.

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos “PAIS MAUS”, como minha mãe foi.

EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS.

domingo, 2 de maio de 2010

Surpresas em dobro!!!


Surpresa em dobro foi literalmente uma "surpresa", apesar das críticas e dos conselhos das amigas pra não ir... eu como uma fã inveterada rumei em direção ao cinema com a firme convicção de um filme sem graça.

Foi uma agradável  surpresa assistir a uma comédia despretenciosa, onde dei gargalhadas que há muito tempo não o fazia. Travolta está lindo e charmoso como sempre, Robin Willians cumpre seu papel de comediante sem ser o galã, deixando isso por conta do colega. Depois de tantos filmes "cults", necessitava disso para relaxar a mente. 
Recomendo a todos, e mais que nunca... não acreditem em críticos... faça você mesmo sua própria crítica dos filmes. Um dos críticos chegou a comparar esse filme com Avatar! Que idiota, o filme não tinha essa pretenção! E conseguiu ao que se propôs, um filme leve, divertido e emocionante.
Beijos!!