''Eu tenho meus motivos pra ser exatamente do jeito que eu sou, acredite.''

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Gays, evangélicos e política


FERNANDO DE BARROS E SILVA
(Editorial de Folha de São Paulo 27.06.2011)
Gays, evangélicos e política

SÃO PAULO - Uma "parada" e uma "marcha". A primeira, "Gay"; a segunda, "para Jesus". Ambas ocorreram num intervalo de três dias, em São Paulo, e contam seus participantes na casa dos milhões. São os dois maiores eventos de massa do país, manifestações de força e de organização coletiva numa sociedade com baixa capacidade de mobilização popular e muito pouco interesse pela política.
A Parada Gay e a Marcha para Jesus têm mais ou menos a mesma idade. Ganharam visibilidade no país em meados dos anos 1990. Embora sejam eventos globais, com inserção em várias cidades, é em São Paulo que elas de fato acontecem.
São o sagrado e o profano, a expressão ritualística ou carnavalizada da afirmação de valores e de direitos de grupos sociais. Neste ano, mais do que nunca, evangélicos e gays & simpatizantes disputaram um cabo de guerra, uma peleja entre o atraso e a vanguarda em matéria de costumes. Ambos, porém, são fenômenos contemporâneos. O embate entre eles desenha uma dialética entre regressão e avanço social no Brasil.
Conservadores e intolerantes, os adeptos de Jesus investiram contra a decisão recente do STF, que reconheceu a união civil de casais gays. "O verdadeiro Supremo é Deus", dizia na marcha um senador da República. Os homossexuais, por sua vez, usaram ontem um mandamento cristão -"Amai-vos uns aos outros"- como bordão para combater essa mesma intolerância.
Ontem, em artigo na Folha, o diplomata Alexandre Vidal Porto dizia que, em respeito às vítimas da homofobia (e para combatê-la), o "peso do discurso político" na parada devia ser maior que "a vontade de dançar". Pedia uma descarnavalização do ato em benefício de uma visão menos estereotipada e caricata dos homossexuais. Faz sentido. É sintomático do conservadorismo brasileiro que a politização dessa questão tenha sido pautada por uma decisão do STF, à revelia do Congresso e do Executivo.

sábado, 25 de junho de 2011

Mudar

 Peguei o sábado pra fazer uma "faxina" numa papelada que vou acumulando nem sei porque. Dentre eles encontrei dois livros que evangélicos que me deram (vai ver pensaram que eu necessitasse...rs), confesso que não os lerei, mas os guardarei por respeito aos que me presentearam... e uma preciosidade, esse texto que transcrevo abaixo, ganhei ano passado por ocasião do dia dos professores, guardei por acha-lo bonito e sabia que numa ocasião propícia iria publicá-lo no blog. Espero que gostem...
Beijos à todos!! Bom final de semana!!!


                      (Ato de coragem).....


” Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.

Durma no outro lado da cama…
depois, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais…
leia outros livros,
Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.

Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado…
outra marca de sabonete,
outro creme dental…
tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.

Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.

Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem
despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !

Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!!!!  “

Edson Marques

sexta-feira, 24 de junho de 2011

sábado, 18 de junho de 2011

Dois filmes maravilhosos "Minhas Tardes com Margheritte e Meia-noite em Paris

     Dois finais de semana consecutivos finalmente tirei o dia dedicado a uma pessoa... "euzinha"...(semana passada) fiz uma massagem com pedras quentes, almocei com uma amiga e fui ao cinema ver "Minhas Tardes com Margheritte"...
     


O filme atende ao requisito básico: ensinar o respeito ao idoso. O quarentão Germain (Gérard Depardieu) é um feirante. Mora no quintal de  sua mãe, num trailer, relaciona-se com uma mulher mais nova, motorista de ônibus, e bebe com os amigos de trabalho. Durante suas folgas, Germain se senta em uma praça para comer um sanduíche, e numa dessas conhece a nonagenária Margueritte (Gisèle Casadesus). É ela que, pela literatura de Albert Camus e Romain Gary, todas as tardes, ensina Germain a ser menos tosco.

      Na prática, porém, o supletivo de Margueritte afasta Germain da realidade que ele conhecia - os imigrantes que compõem a mão de obra barata da França - e ainda associa essa realidade aos problemas do mundo (o horror dos noticiários da TV na casa da mãe, por exemplo).
     Por meio de uma série de flashbacks,é mostrado a infância difícil de Germain. Além de ser constantemente humilhado por um professor, é tratado com desdém e violência pela mãe. Apesar disso Germain é um sujeito boa praça e meio atrapalhado. O filme mostra bem as definições de alfabetização e letramento tão comentadas hoje em dia, em que a pessoa pode ser letrada sem necessariamente ser alfabetizada.
     Hoje sabadão lindo de sol, fui tomar um hiper café da manhã com meu filhote (estava com dor na consciência por ter ido durante a semana tomar sopa com a Ananda e ele na faculdade...).
    Após me propus ir ao shopping ver o que passava (milagrosamente) um filme bom na programação...


     O filme de Woody Allen questiona nostalgia e  mortalidade e retoma fôlego da juventude em ode à Paris dos anos 20.  Minha impressão é que Woody quiz homenagear a "cidade luz" assim como fez com seu filme "Manhattan". A película é uma grata surpresa ao vermos aparecer na tela Cole Porter, Ernest Hemingway, Gertrude Stain, Zelda e Scott Fitzgerald, Salvador Dalí, Picasso, Luís Bruñuel, Man Ray, TS Eliot e muitos outros personagens da Belle Époque. E também a Primeira Dama Francesa Carla Bruni como uma guia turística.
     Sem entrar na questão de se o que acontece é realidade ou não (na verdade, não importa) o filme retrata a Epoca de Ouro de Paris, segundo os personagens cada um tem sua "epoca", Gil o personagem de Owen Wilson (que foi uma bela surpresa pra mim... já que só o vejo em papeis comicos), questiona que cada um tem seus anos de ouro, para ele os anos 20, para Adrienne seria a Belle Época nos anos de 1870, para os que viviam nessa época a melhor época seria a Renascença, ninguem nunca está contente com o seu "presente". Woody em seu eterno pessimismo ( ou realista) deu a seguinte entrevista na estréia em Cannes
"Se você é uma pessoa infeliz, por qualquer razão - o que se aplica praticamente para todo mundo-, então um deslocamento geográfico ou no tempo não vai resolver sua situação"...







     
      Estão aí duas ótimas dicas para um cineminha...
Bom final de semana a todos!!!!


 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Nunca ter amado é uma forma terrível de ignorância.

     Olá pessoas, quanto tempo... também senti falta daqui... agora falta pouco para eu poder me dedicar novamente ao blog... somente mais uma prova (de fogo).
     Não pude resistir de postar esse texto do meu querido prof. Pondé, imagino que tenha sido influenciado pela data...(dia dos namorados), mas ele está muiiito meigo e romântico... rs, ou talvez seja porque está longe da terra brasilis... bom... leiam e julguem por vocês mesmo.
Beijosssss




LUIZ FELIPE PONDÉ
Meu irmão Kierkegaard

Somos um nada que ama. Tanto a angústia como o amor são "virtudes práticas" que demandam coragem


QUANDO VOCÊ estiver lendo esta coluna, estarei em Copenhague, Dinamarca, terra do filósofo Soren Kierkegaard (1813-1855), pai do existencialismo. Ao falarmos em existencialismo, pensamos em gente como Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Albert Camus, tomando vinho em Paris, dizendo que a vida não tem sentido, fumando cigarros Gitanes.
O ancestral é Pascal, francês do século XVII, para quem a alma vive numa luta entre o "ennui" (angústia, tédio) e o "divertissement" (divertimento, distração, este, um termo kierkegaardiano).
O filósofo dinamarquês afirma que nós somos "feitos de angústia" devido ao nada que nos constitui e à liberdade infinita que nos assusta.
A ideia é que a existência precede a essência, ou seja, tudo o que constitui nossa vida em termos de significado (a essência) é precedido pelo fato que existimos sem nenhum sentido a priori.
Como as pedras, existimos apenas. A diferença é que vivemos essa falta de sentido como "condenação à liberdade", justamente por sabermos que somos um nada que fala. A liberdade está enraizada tanto na indiferença da pedra, que nos banha a todos, quanto no infinito do nosso espírito diante de um Deus que não precisa de nós.
O filósofo alemão Kant (século XVIII) se encantava com o fato da existência de duas leis. A primeira, da mecânica newtoniana, por manter os corpos celestes em ordem no universo, e a segunda, a lei moral (para Kant, a moral é passível de ser justificada pela razão), por manter a ordem entre os seres humanos.
Eu, que sou uma alma mais sombria e mais cética, me encanto mais com outras duas "leis": o nada que nos constitui (na tradição do filósofo dinamarquês) e o amor de que somos capazes.
Somos um nada que ama.
A filosofia da existência é uma educação pela angústia. Uma vez que paramos de mentir sobre nosso vazio e encontramos nossa "verdade", ainda que dolorosa, nos abrimos para uma existência autêntica.
Deste "solo da existência" (o nada), tal como afirma o dinamarquês em seu livro "A Repetição", é possível brotar o verdadeiro amor, algo diferente da mera banalidade.
É conhecida sua teoria dos três estágios como modos de enfrentamento desta experiência do nada. O primeiro, o estético, é quando fugimos do nada buscando sensações de prazer. Fracassamos. O segundo, o ético, quando fugimos nos alienando na certeza de uma vida "correta" (pura hipocrisia). Fracassamos. O terceiro, o religioso, quando "saltamos na fé", sem garantias de salvação. Mas existe também o "abismo do amor".
Sua filosofia do amor é menos conhecida do que sua filosofia da angústia e do desespero, mas nem por isso é menos contundente.
Seu livro "As Obras do Amor, Algumas Considerações Cristãs em Forma de Discursos" (ed. Vozes), traduzido pelo querido colega Álvaro Valls, maior especialista no filósofo dinamarquês no Brasil, é um dos livros mais belos que conheço.
A ideia que abre o livro é que o amor "só se conhece pelos frutos". Vê-se assim o caráter misterioso do amor, seguido de sua "visibilidade" apenas prática.
Angústia e amor são "virtudes práticas" que demandam coragem.
Kierkegaard desconfia profundamente das pessoas que são dadas à felicidade fácil porque, para ele, toda forma de autoconhecimento começa com um profundo entristecimento consigo mesmo.
Numa tradição que reúne Freud, Nietzsche e Dostoiévski (e que se afasta da banalidade contemporânea que busca a felicidade como "lei da alma"), o dinamarquês acredita que o amor pela vida deita raízes na dor e na tristeza, afetos que marcam o encontro consigo mesmo.
Deixo com você, caro leitor, uma de suas pérolas:
"Não, o amor sabe tanto quanto qualquer um, ciente de tudo aquilo que a desconfiança sabe, mas sem ser desconfiado; ele sabe tudo o que a experiência sabe, mas ele sabe ao mesmo tempo que o que chamamos de experiência é propriamente aquela mistura de desconfiança e amor... Apenas os espíritos muito confusos e com pouca experiência acham que podem julgar outra pessoa graças ao saber."
Infelizes os que nunca amaram. Nunca ter amado é uma forma terrível de ignorância.
ponde.folha@uol.com.br

domingo, 15 de maio de 2011

Professores são obsoletos


Essa semana  no Jornal Nacional foi transmitido uma reportagem sobre a “profissão professor”, falou-se daquilo que estamos cansados de saber, professores mal remunerados, desmotivados e o pior de tudo que de uma sala de 100 alunos de um cursinho somente 2 querem seguir esta carreira. Está brilhando um alerta amarelo para os governantes, pois se profissão que forma todas as outras se extinguir, o que será do futuro? Não adianta o governo federal gravar propagandas valorizando o professor, todos sabemos que não passa de um engodo. Enquanto esse importante profissional não tiver sua dignidade resgatada.



Professores são obsoletos
Ricardo Semler (Folha de SP)
     A Westinghouse era um gigante nos anos 20. Numa fábrica com 12 mil funcionários, conduziram uma experiência seminal. Aumentaram a iluminação e a produtividade aumentou. Depois, voltaram ao que era. A produtividade aumentou mais!
     Esse experimento provou que a intervenção gera mudanças temporárias e não difere dos empresários que intervêm em escolas.
     No começo a diretora faz cursos de gestão, aparecem computadores e reciclagem para professores. Com o tempo, tudo volta ao que era. E os valores que são colocados nessas escolas “mexidas” tornariam o orçamento da rede pública inviável, portanto, são artificiais.
     Duas boas entidades, Instituto Ayrton Senna e Todos Pela Educação colocaram pesquisadores para achar o denominador comum de centenas de estudos sobre melhorias na sala de aula – o resultado, logicamente, não passa de um conjunto de platitudes.
     São quatro as conclusões: um, o professor tem que ser bom. Os 20% melhores ensinam mais do que os 20% piores. Ué...
     Segundo, que turmas menores aprendem mais – ou seja, não é bom ter 48 alunos na classe. Certo.
     Terceiro, que é melhor que a turma seja homogênea – se for para aprender mais matemática e português-, mas seria melhor que fosse heterogênea – se for para outras matérias. Ops...
     Quarto, que alunos aprendem mais se houver mais aulas.
     Hmmm... sei que faço uma caricatura, mas não difere disso. A culpa não é dos empresários – têm boas intenções-, mas cabe lembrar intenções-, mas cabe lembrar que 92,3% das empresas quebram ou são vendidas a cada 20 anos, o que sugere que o empresário tem dificuldade de entender do seu próprio metier, quem dirá educação.
     Que empresários escolheriam um professor de sociologia, depois um torneiro mecânico e por fim uma guerrilheira para comandar o país?
     Teriam acertado na mosca, o país nunca andou tão para a frente.
     Perguntei, numa palestra em Londres para 59 ministros de Educação: por que as férias são tão compridas no verão? Nem um deles sabia – é assim porque as escolas eram rurais, e o pais precisavam da criançada para ajudar na colheira, por dois meses. É assim até hoje.   
     Melhorias marginais na escola são como motor novo e pintura metálica num Fusca 77.
     O papel do professor está obsoleto. Pede-se demais: que entenda de uma matéria, mas cruze com outras; que saiba manter 39 meninos quietos; que lide com as sacanagens da carreira, com diretoras ranzinzas e pais perdidos; e ainda aprendam tudo sobre bullying e “bullshit”.
     Os investimentos e estudos deveriam ir para formatos novos, com professores virando os tutores esclarecidos da Paidéia grega e chamando à escola os milhões d recém-formados e aposentados que poderiam partilhar suas paixões.
     Ficar tirando a média de um conceito medíocre é inócuo. Correr atrás de resultados melhores no Pisa parece avanço, mas não passa de uma polida no capô do Fusca.

 Cena do filme "Como estrelas no céu, toda c riança é especial" que fala da perseverança do professor para ensinar um aluno com dislexia.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Dom Quixote y Dulcinéia Del Toboso




"O seu nome é Dulcinéia, sua pátria Toboso, um lugar da Mancha; a sua qualidade há de ser, pelo menos, Princesa, pois é Rainha e senhora minha; sua formosura sobre-humana, pois nela se realizam todos os impossíveis e quiméricos tributos de formosura, que os poetas dão às suas damas; seus cabelos são ouro; a sua testa campos elíseos; suas sobrancelhas arcos celestes; seus olhos sóis; suas faces rosas; seus lábios corais; pérolas os seus dentes; alabastro o seu colo; mármore o seu peito; marfim as suas mãos, sua brancura neve; e as partes que à vista humana traz encobertas a honestidade são tais (segundo eu conjeturo) que só a discreta consideração pode encarecê-las, sem poder compará-las."  (Dom Quixote) Miguel de Cervantes

domingo, 3 de abril de 2011

Afastamento do blog... e reaprendendo a ser mãe...

      Olá leitores deste blog, ficarei um tempo afastada daqui por exatos 3 meses, pois estou envolvida num novo projeto que absorve praticamente todas minhas poucas horas livres. Terei que deixar de lado por um tempo meus livros e filmes prediletos para "respirar" Délia Lener, César Coll, Vigotsky, Paulo Freire, Andy Hargreaves, Perrenout e mais alguns pensadores e pedagogos que farão parte do meu "ser". Como diz meu amigo Marcelo, terei que "pensar" como eles, esquecer meus pré-conceitos, meu modo de lecionar e praticamente (se fosse possivel) reencarnar Paulo Freire e os outros citados que ainda estão vivos...rs 


          Para uma despedida da boa vida, hoje tirei parte do dia para sair com meus filhos, me parece que estou reparando essa lacuna da minha missão de ser mãe...
     Quando eles eram pequenos não saíamos, não passeavamos, meu ex marido não era muito dado a passeios e o máximo que fazíamos era visitar familiares.... Fomos algumas vezes no Parque da Mônica somente, zoológico, simba safári, playcenters, não faziam parte de nosso roteiro. Como sempre trabalhei muito, quando bebês perdi muita coisa preciosa, minha mãe que teve esse privilégio da primeira palavra, primeiro passo, etc... Agora tento resgatar esse "tempo" que foi perdido, claro que não é totalmente possível, mas os preencho de atenção, carinho e qualidade de vida.



     Quando passei a morar sozinha com eles fui modificando nossa rotina, passamos a frequentar museus (muitas vezes contra a vontade deles...) teatros, musicais...
     

     Hoje fomos ao Museu da Independência, uma vergonha (confesso) por ser uma prof. de História nunca ter ido ao museu. Depois de errar algumas vezes o caminho (peguei a Av. do Estado na direção oposta....rs) acertamos... Lá era tudo o que eu imaginava, aquele jardim maravilhoso imitando Versalhes, e o museu com peças maravilhosas, vi até um "carro de bombeiro" de séculos atrás movido à tração animal..rs
   
     Eles adoraram o passeio, na volta almoçamos num restaurante que há muito tempo queria levá-los e mesmo sendo um domingo chuvoso foi muito divertido. 
     Tenho mais algumas falhas a reparar, talvez nem sejam falhas. Sou uma mãe que sempre impôs limites e disse muitos "nãos" a eles, essa semana me pus a pensar nisso, normalmente não sei dizer não a ninguém, às vezes faço coisas contra minha vontade somente para não contrariar o outro. Mas um acontecimento nesse final de semana me fez mudar de paradigma, agora me coloco em primeiro lugar, se o outro não ficar satisfeito... "azar o dele", como diz o ditado, antes ele do que eu, (pensamento egoísta), mas eu já estou acostumada a ouvir tantos "nãos"... que não doeu nada em dizê-lo... na verdade foi bom.
     Depois desse compartilhamento de imagens e de ideias, me despeço e prometo voltar renovada e eventualmente quando sobrar um tempinho venho ver se tem algum comentário nos posts.
     Um beijo a todos. Hasta Luego!!

sábado, 26 de março de 2011

Dias de fúria.....





TPM (Tensão Para Matar), o inferno da mulher moderna... já li alguns artigos em que a mulher é até inocentada em caso de crime (dependendo da benevolência do juiz), pois pode alegar que estava “fora de si”...
Essa semana foi muito difícil, hoje parei pra pensar ... Que descontrole!!! Falei coisas que não devia e que normalmente não digo, depois fiquei com crise de consciência por ter dito. Dei broncas nos alunos, uma resposta mal educada deles (o que é habitual) que normalmente relevo, já bastava para que eu colocasse o indivíduo para fora da classe.
Que estranho hormônio é esse que tem o poder de “transformar Jekyll em Hyde”? 

Coisas que normalmente passam despercebidas, agora tomam grandes proporções, uma marolinha se transforma em um tsunami.
Ronnie Von tem uma ótima solução: Diz que na entrada de  seu closet tem uma bonequinha onde tem duas faces. Se sua esposa Kika  está com TPM vira o rostinho para furioso, então ele sabe que são os dias em que é melhor se manter distante ou tomar cuidado com o que diz ou faz...


Há vários tipos de TPM, xeretando na net vi num site que meu tipo é o bruxa (novidade....rs)
bruxa
Alterações bruscas de humor, ansiedade, nervosismo, irritabilidade,lentidão mental, abatimento, apatia, insônia, vertigem
e depressão, dor de cabeça forte; os sintomas apontam alto nível de
estrogênio e baixa progesterona... ufa.... depois de tudo isso junto.... como me agüentaram???? Rssss


Os homens não tem ideia do que passamos ou sentimos e por isso tem a obrigação de nos perdoar.... rs
Por isso venho aqui me redimir.... com meus filhos, amigos, e “alguns” alunos... rs
Tentando sair dessa TPM sem traumas... (um ótimo nome pra um livro de auto-ajuda) ontem passei por uma situação que fiquei rindo sozinha....  Meu celular tocou e era número privado... o homem (com um voz linda), perguntou quem falava, eu... (com TPM claro...) respondi... quer falar com quem???? Ele responde... aqui é Renato e esse número estava aqui como ligação perdida. Que eu logo retruquei que nem havia utilizado o celular naquele dia...
Depois que o Renato da linda voz desligou me ocorreu... que oportunidade de ouro perdi.... não poderia ter respondido assim....
Olha... infelizmente não fui eu... mas se me der seu número posso ligar... E caí na gargalhada sozinha, pois quem me conhece sabe que não tenho essa coragem toda....rsssss
Obrigada Renato (seja lá quem for)... você me fez rir apesar da TPM...
 Hoje é sábado, dia ensolarado e maravilhoso, acabei de voltar do Bosque Maia onde fui fazer minha caminhada e agora vou numa cafeteria tomar café com uma amiga... Tudo passou... ufa... e vislumbro um final de semana maravilhoso!!!
Beijos a todos!!!!

Gostei da Declaração dos Direitos da Mulher com TPM, inclusive de alguns artigos..:

Tirado do blog:http://crondia.blogspot.com/2011/03/declaracao-universal-dos-diretos-da.html
Preâmbulo

Considerando as alterações hormonais que afetam as mulheres durante os dias que precedem o período menstrual, e seus consequentes transtornos psicológicos e sentimentais, fica estabelecido que:




ARTIGO II

Toda mulher em dias de TPM tem direito à preferência no trânsito; a encontrar todos os sinais abertos; a receber passagem dos outros motoristas; a encontrar vagas sem que haja necessidade de baliza; e a não ouvir nenhuma buzina — salvo em casos de buzina utilizada como ferramenta de paquera.




ARTIGO VIII

Toda mulher em dias de TPM tem direito a estourar o limite do cartão de crédito comprando sapatos que não fazem seu estilo, roupas que só usaria se fosse convidada para uma festa brega, bolsas que custam uma fortuna, embora não acomodem nem um celular. E que nada disso conste na fatura do mês seguinte.




ARTIGO IX

Toda mulher em dias de TPM tem direito a reclamar com o namorado de qualquer coisa da qual já tenha reclamado um milhão de vezes; a chorar por causa dele; a chorar no telefone com ele; a não atender as ligações dele; e até a terminar com ele. Desde que, passado o período, ele finja que nada disso aconteceu.
ARTIGO VI

Toda mulher em dias de TPM tem o direito de se abster da obrigação de dizer "bom dia", "bom tarde", "boa noite", “por favor”, “com licença”, sem ser taxada de grosseira e mal-educada.

ARTIGO VII

Toda mulher em dias de TPM tem o direito de esquecer: esquecer o aniversário de um parente, esquecer de pagar uma conta, esquecer de ir ao dentista, esquecer de enviar um orçamento, e outras coisas que agora esqueci (estou no meu direito).




ARTIGO X

Toda mulher em dias de TPM tem o direito de fazer com a sua TPM o que bem entender: um dramalhão mexicano, uma tragédia grega, uma comédia pastelão, uma crônica, que seja. Desde que isso lhe renda elogios, para que não fique traumatizada e inibida de escrever para todo o sempre.

Fonte: Crônica do Dia: DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA MULHER COM TPM >> Fernanda Pinho